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Trinta empresas deixaram a B3 nos últimos dois anos

Com a saída da Neoenergia, nove empresas fecharam seu capital na Bolsa de Valores de São Paulo só em 2025
27 de novembro de 2025 em Nacional
Foto: Getty Images

No dia 24 de novembro, a Neoenergia, uma empresa do setor de energia, foi comprada por inteiro pela empresa Eberdrola e, assim, tornou-se a nona companhia a deixar de estar listada na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) no ano de 2025. Desde 2023, trinta empresas deixaram de ter ações negociadas na bolsa brasileira.

Para uma empresa estar listada na B3 é necessário que tenha capital aberto, ou seja, ações listadas na bolsa para que pessoas possam comprar parte dela. Isso é vantajoso para a companhia, que ganha capital (dinheiro) em troca dessas ações; e para os investidores, que podem receber dividendos caso a empresa dê lucro.

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Diferentemente de 2025, nos anos anteriores, a B3 vinha no caminho oposto, aumentando o número de empresas listadas. Em 2023, chegou a ter 368 organizações listadas e, em dezembro de 2024, o número atingiu 384.

As razões que motivam a saída dessas empresas podem variar. No início do ano, a gigante do varejo Carrefour deixou a B3 em razão de decisões estratégicas do grupo que a controla; já a JBS, grande fabricante de produtos bovinos do país, transferiu as ações para a bolsa de Nova York. Em outubro, a Santos Brasil também retirou suas ações depois que CMA Terminals comprou a empresa em sua totalidade.

Tiago Cunha, sócio da Grou Capital, explicou para a Folha de S.Paulo que nos momentos em que preços das ações caem, acionistas com maior poder de capital optam por comprar a totalidade da empresa, para tomar decisões com mais agilidade, sem outros sócios. Cunha lembra também que há um custo para que as companhias tenham ações listadas na bolsa.

Os juros têm papel importante nesse cenário. Com o Banco Central mantendo a taxa Selic em níveis altos, 15% ao ano, pode haver maneiras mais simples para a empresa de conseguir crédito do que com a venda de ações, de acordo com especialistas.

A última vez que uma companhia abriu capital na B3 foi em setembro de 2021.

Fontes: Folha de S.Paulo e Agência Brasil.

 Menina com celular. Foto criada por diana.grytsku - br.freepik.com

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