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Super Bowl: Bad Bunny recebeu cachê mínimo para show do intervalo

A partida é o evento esportivo mais assistido dos EUA e, desde os anos 1990, transformou o show do intervalo em um palco de lançamentos e performances históricas
9 de fevereiro de 2026 em Internacional
Show do Bad Bunny durante o intervalo do Super Bowl, em 2026

O cantor porto-riquenho Bad Bunny recebeu 1.000 dólares (5.200 reais) para fazer o seu show no intervalo do Super Bowl, a partida que define o campeonato de futebol americano, nos Estados Unidos.

Este é o cachê mínimo exigido pelo Sindicato dos Artistas de tevê e rádio dos Estados Unidos. É pouco perto do que o artista, que venceu o prêmio de álbum do ano no Grammy este ano, costuma cobrar por seus shows. Mas há uma contra-partida.

A NFL (National Football League), a liga do esporte no país, banca toda a estrutura do show, que pode chegar a milhões de dólares. Além disso, a exibição do show no momento de maior audiência da TV americana, garante uma exposição gigantesca aos cantores, o que pode render mais shows no futuro. Neste domingo, 8/2, a estimativa de público ligado na partida era de 250 milhões de pessoas.

A origem do Super Bowl

O nome Super Bowl vem da tradição do futebol americano universitário de chamar grandes jogos decisivos de bowl, referência ao formato em “tigela” dos estádios onde essas partidas eram disputadas, como o Rose Bowl. Quando, em 1966, a NFL e a antiga AFL decidiram criar um jogo para definir o campeão entre as duas ligas, o confronto ainda não tinha nome oficial.

A expressão “Super Bowl” surgiu informalmente a partir de Lamar Hunt, um dos dirigentes envolvidos na criação do torneio, inspirado tanto na ideia de um bowl maior e mais importante quanto em um brinquedo popular da época chamado Super Ball. O apelido ganhou força na imprensa e entre os torcedores e acabou sendo adotado oficialmente pela liga a partir da terceira edição, consolidando o nome do evento que se tornaria o maior espetáculo esportivo dos Estados Unidos.

A partida é o evento esportivo mais assistido dos EUA e, desde os anos 1990, transformou o show do intervalo em um palco de lançamentos e performances históricas. O marco dessa virada ocorreu em 1993, quando Michael Jackson se apresentou e elevou o espetáculo a um patamar cultural e midiático sem precedentes.

Desde então, passaram pelo palco nomes como Madonna, Prince, Beyoncé, Rihanna, Shakira, The Weeknd e Lady Gaga. Para os artistas, o pagamento simbólico é compensado pelo alcance massivo — o Super Bowl funciona como a maior vitrine musical do planeta.

Fonte: Folha.

 Menina com celular. Foto criada por diana.grytsku - br.freepik.com

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