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Operação dos EUA na Venezuela faz petróleo cair e ações de petroleiras norte-americanas subir

As ações da Chevron subiram 4,94%, da ExxonMobil cresceram 2,61% e da ConocoPhillips avançaram 5,33%
5 de janeiro de 2026 em Internacional

Em 5 de janeiro, primeiro dia útil após os Estados Unidos (EUA) invadirem a Venezuela e capturarem o presidente Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, o preço do barril de petróleo caiu, enquanto as ações de grandes petroleiras dos EUA subiram.

O mercado financeiro opera com base em expectativas futuras, por isso, no mercado de ações, empresas norte-americanas do setor de exploração registraram altas expressivas. As ações da Chevron subiram 4,94%; da ExxonMobil, 2,61%; e da ConocoPhillips, 5,33%. O movimento ocorreu após declarações de Trump indicando que, no futuro, empresas norte-americanas poderiam explorar o petróleo venezuelano.

A Venezuela detém a maior reserva de petróleo do mundo, estimada em cerca de 300 bilhões de barris. Atualmente, a produção é concentrada na estatal Petróleos da Venezuela S. A. (PDVSA), com uma extração média de 800 mil a 900 mil barris por dia. Para efeito de comparação, a segunda maior reserva global, localizada na Arábia Saudita, produz cerca de 9 milhões de barris diariamente.

O que ocorreu na operação

A ação aconteceu na madrugada de 3 de janeiro e, segundo o jornal The New York Times, ao menos 40 pessoas morreram. Em resposta, a Venezuela convocou uma reunião emergencial do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). No encontro, países-membros criticaram a operação norte-americana, enquanto o representante dos EUA afirmou que se tratou de uma “operação policial com apoio militar”.

Maduro está preso nos EUA e Trump declarou que pretende governar a Venezuela temporariamente, até a transição para um novo governo local.

Por que o petróleo caiu

Segundo analistas, como Daan Struyven, chefe de pesquisa de petróleo do Goldman Sachs, há forças destintas atuando sobre o mercado.

De um lado, no médio prazo, investidores avaliam a possibilidade de aumento da produção de petróleo na Venezuela caso haja entrada de capital estrangeiro e eventual retirada de sanções econômicas. O que resultaria numa maior oferta de barris e queda nos preços. Por outro lado, a instabilidade política e o risco de novos conflitos elevam a incerteza geopolítica, o que normalmente sustenta os preços do petróleo diante de uma possível interrupção na oferta.

Até o momento, a operação norte-americana não teve efeitos práticos sobre a produção de petróleo na Venezuela. Ainda assim, o episódio reforça como eventos políticos podem influenciar rapidamente as expectativas do mercado e os ativos financeiros.

Fontes: Poder360, InfoMoney, O Globo e CNN Brasil.

 Menina com celular. Foto criada por diana.grytsku - br.freepik.com

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