Outro, prata e platina: metais preciosos são ativos seguros contra crises financeiras O mercado global de metais preciosos vive um dos ciclos mais intensos de valorização das últimas décadas. Este ano, ouro, prata e platina acumulam altas expressivas.
O ouro atingiu um novo recorde, ultrapassando o valor de 5.100 dólares (cerca de 27,2 mil reais) por onça troy (unidade de medida com, em média, 31,1 gramas), no dia 26 de janeiro. A prata rompeu a barreira dos 100 dólares (529 reais) pela primeira vez na história e segue com os preços disparando acima de 108 dólares (570 reais) por onça. O mesmo aconteceu com a platina, que superou pela primeira vez o valor de 2.867 (15.140 reais) dólares por onça.
Todos esses aumentos têm uma explicação: a busca por segurança diante das incertezas globais.
1. Com guerras, invasões e mudanças geopolíticas e disputas comerciais, há aumento da percepção de risco no cenário internacional. Com isso, investidores institucionais e individuais têm migrado parte relevante de seu dinheiro para ativos (investimentos) reais, especialmente aqueles que historicamente preservam valor em momentos de crise, como é o caso de ouro, prata e platina.
2. Ao mesmo tempo, o enfraquecimento do dólar em relação a outras moedas torna o ouro mais barato para investidores internacionais, estimulando a demanda global.
3. Outro fator que tem ajudado é a política monetária norte-americana. Com os cortes de juros promovidos pelo Federal Reserve (o banco central dos Estados Unidos), os títulos de renda fixa passaram a oferecer retornos menores, tornando a compra de metais preciosos mais interessante.
Bancos centrais ampliam aquisições de ouro
Um dos elementos estruturais por trás do aumento do ouro é a forte atuação dos bancos centrais. Nos últimos anos, autoridades monetárias de países emergentes e desenvolvidos aumentaram significativamente suas reservas do metal, buscando reduzir a dependência do dólar como ativo de reserva internacional.
Esse movimento ganhou força após sanções financeiras impostas à Rússia e reforçou a percepção de que o ouro é um ativo neutro, sem risco político ou de contraparte.
Se as incertezas permanecerem, o mercado indica que o ciclo de valorização dos metais preciosos ainda pode ter fôlego para se estender ao longo de 2026.
Como investir em ouro
Na edição de agosto, o TINO Econômico trouxe dicas de como investir em ouro. Vale saber que é possível investir uma pequena quantia. Para conferir, leia a reportagem neste link.
Fontes: CNN, G1 e Folha de S.Paulo.


