O Brasil se prepara para a Olimpíada de Paris

Com investimento recorde de 225 milhões de reais, o país avança nas competições pré-olímpicas classificatórias
12 de março de 2024 em Edições Impressas, Internacional
Medalhas da Olimpíada de Paris 2024 – Foto: Getty Images

A pouco menos de quatro meses do início da Olimpíada 2024, atletas de todo o mundo estão se preparando e disputando vagas para o evento que será realizado em Paris, na França. Entre os dias 26 de julho e 11 de agosto, cerca de 10.500 atletas competirão em 32 esportes. Dos 10 milhões de ingressos disponíveis, 8 milhões foram vendidos até fevereiro.

O orçamento para a realização do evento em Paris, incluindo a Paralimpíada, é de 4,4 bilhões de euros (cerca de 24 bilhões de reais). A maior parte desse dinheiro (96%) vem do setor privado, com patrocínios de empresas, direitos de transmissão pela TV e internet, licenciamento etc. A França diz que espera uma movimentação na economia de 10,7 bilhões de euros (58,3 bilhões de reais).

De olho no pódio, o Comitê Olímpico Brasileiro destinou o valor recorde de 225 milhões de reais para preparar seus atletas para a competição. O objetivo é superar a última edição, em Tóquio (2020), quando o país registrou o melhor desempenho da história, com 21 medalhas conquistadas. Ao todo, desde 1920, o Brasil ganhou 150 medalhas olímpicas, com destaque para o judô, a vela e o atletismo, que detêm o maior número de vitórias.

As competições pré-olímpicas classificatórias ainda estão em andamento para muitas modalidades. Confira um balanço da preparação dos esportes em que o Brasil se destaca.

Ginástica artística

Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Lorrane Oliveira e Júlia Soares garantiram a vaga brasileira na ginástica por equipes durante o Mundial da Bélgica, em 2023. A classificação por grupo é o principal caminho até Paris. Somente ginastas de países que não se classificam por equipes participam da classificação individual. A equipe masculina não garantiu vaga por equipe, mas já classificou Diogo Soares, pelo resultado no individual geral no Mundial da Bélgica. Novos atletas ainda podem garantir vaga com os resultados da Copa do Mundo por aparelhos e do Campeonato Continental.

Futebol

A seleção masculina de futebol, campeã olímpica em Tóquio e no Rio de Janeiro (2016), está fora da próxima Olimpíada, após perder por 1 a 0 para a Argentina, em fevereiro. Já as atletas da seleção feminina foram as primeiras a garantir presença, com a vitória da Copa América, na Colômbia, em 2022. O sorteio para definir os grupos da competição e o calendário de jogos será realizado no dia 20 de março.

Skate

Na modalidade, foram três medalhas conquistadas em Tóquio. Agora, 33 skatistas brasileiros disputam, entre os dias 28 de fevereiro e 3 de março, o Pro Tour de Dubai. Os 44 melhores das categorias street (com escadas e corrimãos) e park (pistas ovais) avançam para a última etapa. O skate brasileiro vive uma disputa fora das pistas. Em janeiro, a Confederação Brasileira de Skate (CBSk) foi desfiliada da federação internacional, após não entrar em acordo com a Confederação Brasileira de Hóquei e Patinação (CBHP) sobre quem representaria o esporte em Paris. Até o momento, não houve definição do representante oficial.

Vôlei

As seleções brasileiras de vôlei feminina e masculina estão classificadas para a Olimpíada de Paris. Sete dos 12 times que disputarão em cada gênero já conquistaram uma vaga. As demais seleções poderão se classificar no dia 17 de junho, para o vôlei feminino, e 24 de junho, para o masculino.

Surfe

No dia 2 de março, durante o ISA World Surfing Games, em Porto Rico, foram definidos os últimos surfistas que representarão o Brasil nos Jogos Olímpicos. A equipe está composta por Filipe Toledo, João Chianca, Gabriel Medina, Tatiana Weston-Webb, Tainá Hinckel e Luana Silva.

Fontes: Comitê Olímpico Brasileiro, Olympics, Lance!Biz, Poder360, UOL, Fifa, Agência Brasil e O Globo.

 Menina com celular. Foto criada por diana.grytsku - br.freepik.com

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