Inflação O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do Brasil, encerrou 2025 com alta de 4,26%. O percentual apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está dentro do intervalo de tolerância definido pelo Banco Central. Desde 2023, o percentual não ficava dentro da meta.
A meta de inflação estabelecida para 2025 era de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que permite variação entre 1,5% e 4,5%. O resultado, portanto, ficou abaixo do teto, garantindo estabilidade econômica, afastando o risco de descumprimento formal da meta e reforçando a credibilidade do regime de metas de inflação.
O que é inflação e quem estabelece a meta
Inflação é o aumento de preços. No Brasil, a meta de inflação é definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), órgão formado pelo ministro da Fazenda, pelo ministro do Planejamento e Orçamento e pelo presidente do Banco Central (BC). O CMN estabelece a meta com antecedência — normalmente anos antes — e também determina a margem de tolerância, isto é, o quanto a inflação pode ficar acima ou abaixo do valor central sem que a meta seja considerada descumprida.
Cabe ao BC conduzir a política monetária para controlar os preços. A principal ferramenta para isso é a taxa básica de juros (Selic). Isso porque, quando os juros estão altos, as pessoas e empresas tendem a consumir menos e os preços caem. O contrário também acontece: quando os juros estão mais baixos, fica mais barato fazer compras a prazo e o consumo tende a aumentar, elevando a inflação.
O que ocorre quando a inflação não fica dentro da meta?
Quando a inflação fica fora do intervalo definido pelo CMN, o BC precisa explicar formalmente as razões do descumprimento e indicar quais medidas serão adotadas para reconduzir os preços à trajetória desejada. Na prática, isso costuma significar uma política monetária mais dura, com manutenção ou elevação da taxa de juros por mais tempo, o que encarece o crédito, reduz o consumo e desacelera a atividade econômica. Além disso, o descumprimento da meta tende a desancorar expectativas, aumentando a percepção de risco na economia, pressionando o câmbio e tornando o controle da inflação ainda mais difícil nos anos seguintes.
Por que é essencial controlar a inflação?
Controlar a inflação é fundamental para preservar o poder de compra da população. Quando os preços sobem de maneira acelerada ou imprevisível, o dinheiro perde valor, salários rendem menos e fica mais difícil planejar gastos, investimentos e contratos. A inflação alta também afeta mais intensamente as famílias de baixa renda, que gastam uma parcela maior do orçamento com itens básicos, como alimentos e transporte. Além disso, um ambiente de inflação controlada reduz incertezas, estimula investimentos, favorece o crescimento econômico sustentável e contribui para a estabilidade do sistema financeiro.
Fonte: IBGE.


