Monitor com desempenho de ações A bolsa brasileira vive um momento histórico. Nos últimos dias, o Ibovespa, principal índice da B3, acumulou altas consecutivas e superou marcas inéditas, chegando a ultrapassar 180 mil pontos, nível jamais registrado desde a criação do indicador.
O movimento chama atenção não apenas pela velocidade da valorização, mas também pelo contexto de inflação ainda elevada em alguns países, incertezas geopolíticas e juros altos no Brasil.
Especialistas apontam que a alta é resultado da combinação de fatores internos e externos que, juntos, aumentaram o apetite dos investidores por ativos brasileiros.
Segundo reportagem do Valor Econômico, no mês de janeiro o ingresso de capital estrangeiro em ações listadas na B3 chegou a R$ 21,7 bilhões, o que equivale a 85% dos R$ 25,4 bilhões aportados pela categoria ao longo de 2025.
O que eles buscam aqui? Oportunidade. Com ações negociadas a preços considerados baixos em relação a outros países e empresas grandes pagando dividendos elevados, o mercado brasileiro passou a ser visto como barato e atrativo no cenário global.
Esse movimento se intensificou após mudanças nas expectativas para a economia americana, com incertezas relacionadas ao Governo Trump, levando investidores a diversificar suas carteiras fora dos Estados Unidos.
Outro fator importante é a desvalorização do dólar. Nas últimas semanas, a moeda americana recuou para níveis não vistos desde 2024, o que fez a nosso real se valorizar.
Quando o dólar cai, o risco percebido do Brasil diminui aos olhos do investidor estrangeiro. Além disso, um câmbio mais comportado ajuda a conter a inflação, melhora expectativas econômicas e aumenta o interesse por ações.
A alta do Ibovespa também reflete o bom desempenho de empresas que têm grande peso na composição do índice, como bancos, a Petrobras e a Vale. Essas empresas se beneficiam tanto do cenário externo quanto da valorização das commodities no mercado internacional, o que impulsiona seus resultados e puxa o índice para cima.
Como o Ibovespa é concentrado, o avanço dessas ações tem impacto direto e significativo no desempenho geral da bolsa.
Apesar do forte rali, especialistas alertam que a bolsa segue sensível a mudanças no cenário macroeconômico. Decisões do Banco Central brasileiro, movimentos do Federal Reserve e tensões internacionais podem trazer volatilidade ao longo do ano.
Ainda assim, o consenso do mercado é que a alta recente não se explica por um único fator, mas por uma convergência rara de câmbio favorável, fluxo estrangeiro, expectativa de juros menores e empresas mais rentáveis.
Fonte: Valor Econômico e Info Money.


