Crédito: Jonathan Moscrop/colaborador via Getty Images No dia 13 de janeiro, a atacante da seleção brasileira Ludmilla assinou com o San Diego Wave. A transferência entra para a história como a segunda maior da National Women’s Soccer League (NWSL). A jogadora se despediu do Chicago Stars e assinou com o novo clube até 2028, pelo valor de um milhão de dólares (cerca de 5,3 milhões de reais).
A contratação da brasileira fica atrás apenas da transferência da atacante Jaedyn Shaw, do North Carolina Courage para o Gotham FC, realizada em setembro de 2024. O valor pago foi de 1,25 milhão de dólares (6,4 milhões de reais).
Ludmilla é destaque na seleção brasileira e desempenhou papel importante jogando pelo Chicago Stars. No período em que atuou pelo time norte-americano, ela marcou 13 gols, em 31 jogos. Pela seleção, participou da Copa do Mundo de 2019 e vestiu a camisa verde e amarela na Olimpíada de 2021, em Tóquio, e de 2024, em Paris, de onde voltou com uma medalha de prata.
Apesar do valor expressivo, o contrato de Ludmilla ainda evidencia as diferenças na valorização entre o futebol masculino e o feminino. Mesmo com o recorde atingido, a negociação escancara o longo caminho que ainda precisa ser trilhado em busca de maior igualdade entre homens e mulheres no futebol.
A título de comparação, a maior transferência da Major League Soccer (MLS), a liga norte-americana de futebol masculino, envolveu o jogador Heung-min Son. Em agosto de 2025, o sul-coreano deixou o Tottenham, clube do futebol inglês, para integrar o elenco do Los Angeles FC. O contrato prevê o pagamento de cerca de 20 milhões de libras (equivalente a 146 milhões de reais), o que representa mais de 27 vezes o valor desembolsado pelo San Diego Wave pela jogadora brasileira.


